Lançado pelo Banco Central em novembro de 2020, o Pix se tornou a principal forma de pagamento dos brasileiros. Segundo a Agência Brasil, dados recentes mostram que 170 milhões de adultos e mais de 20 milhões de empresas utilizam o sistema. Porém, a prática de golpes é comum e muitos casos acontecem por descuido, às vezes pela pressa de quem vai receber.
Em União, uma microempresária do ramo de confecção deixou de receber o pagamento por um serviço após confiar na cliente e não verificar se a transferência havia sido, de fato, efetivada.
De acordo com a filha da empresária, a mãe trabalha confeccionando fardamento escolar e não utiliza o Pix. Para clientes que desejam pagar de forma online, ela informa a chave de um familiar e costuma apenas fotografar o comprovante apresentado. Foi assim que acabou sendo vítima de uma das clientes.
“Nesse período de fardas [no início do ano letivo] é uma época bem movimentada. A pessoa chegou querendo pagar no Pix. Minha mãe não usa, não entende muito, então coloca no Pix do neto. A cliente fez o procedimento no celular e minha mãe apenas tirou a foto. Só que a pessoa só digitou os dados e deixou na parte de confirmar, mostrou para minha mãe e, na pressa, ela apenas fotografou e pronto. A cliente não enviou o dinheiro e foi embora levando a farda”, explicou a filha da costureira.
Cuidados ao receber um PIX:
- Confie APENAS no seu Extrato: Nunca confie no comprovante enviado pelo comprador (por WhatsApp ou impresso). Abra o aplicativo do seu banco e confirme se o dinheiro foi creditado.
- Ative Notificações: Habilite as notificações de recebimento do seu banco para receber um alerta imediato quando o Pix entrar.
- Não tenha pressa: Golpistas usam a pressa para evitar que você verifique o saldo.
- Devolução Correta: Caso receba um valor por engano, não faça um novo Pix. Utilize a funcionalidade “Devolver” dentro do próprio aplicativo do banco na transação original.






