Um agricultor da localidade São Romão, na zona rural de União, encontrou uma espiga de milho com características incomuns em sua plantação. Até o momento, apenas uma unidade apresentou a alteração.
A aparência diferenciada chamou a atenção, mas a ocorrência não é considerada rara. Em alguns países, inclusive, esse tipo de alteração pode ter valor comercial.
Com base na imagem analisada com auxílio de inteligência artificial, a espiga pode estar infectada pelo fungo Ustilago maydis, condição conhecida como carvão-do-milho.
No Brasil, o caso é classificado como uma doença fúngica que provoca a formação de estruturas inchadas, chamadas de galhas, que substituem os grãos por massas de esporos.
Apesar de ser tratada como praga em diversas regiões, no México o fungo é utilizado na alimentação e recebe o nome de huitlacoche, sendo considerado uma iguaria em pratos tradicionais.
As estruturas formadas apresentam coloração inicialmente clara e brilhante, tornando-se mais escuras com o tempo, à medida que amadurecem e liberam esporos.
Especialistas orientam que o consumo de plantas com esse tipo de alteração deve ser feito com cautela e apenas com identificação adequada.











