Feirante reclama de ordem de desocupação da Praça do Mercado, em União
Desde junho, a Prefeitura de União realiza a retirada dos trabalhadores da praça
O processo de retirada dos feirantes da Praça Marechal Deodoro, conhecida como “Praça do Mercado”, em União, continua gerando reclamações. Nesta quarta-feira, 4, um feirante se recusou a deixar o local após receber uma notificação e afirmou estar sendo perseguido e impedido de trabalhar.
Desde junho, a Prefeitura de União realiza a retirada dos trabalhadores da praça, com a transferência de parte deles para a área interna do Mercado Municipal.
Na semana passada, Adão Oliveira, que mantém uma barraca com a esposa, foi notificado a deixar o espaço, sob pena de multa e apreensão da mercadoria. Nesta quarta-feira, agentes da Guarda Civil Municipal estiveram no local para cumprir a determinação. O feirante gravou um vídeo relatando a situação (Assista no final da matéria).
Ao Clique União, Adão afirmou que deseja continuar trabalhando no local onde costuma montar e desmontar sua barraca.
“Estou sendo perseguido, e não é de hoje, não. Eu só queria trabalhar no meu lugar, como todo cidadão. Naquele lugar, eu sempre monto e desmonto, deixo tudo limpinho. Lá não fica atrapalhando ninguém. Se querem que eu pague um alvará, eu pago”, reclamou.
Questionado sobre o espaço disponibilizado dentro do Mercado Municipal, o feirante disse que o local não atende às suas necessidades.
“O espaço é cheio de regras, uma humilhação. É um local desorganizado, isolado, não tem como caber os clientes. O pessoal está todo desistindo”, declarou.
A reportagem procurou a Prefeitura de União, por meio de diferentes setores, mas não obteve retorno até o momento da publicação.
Em junho, a gestão municipal informou que a medida fazia parte do processo de revitalização da Praça Marechal Deodoro e de reestruturação do Mercado Municipal. Na ocasião, afirmou que as mudanças haviam sido previamente explicadas e debatidas com os feirantes.







