O governo federal anunciou, nesta última segunda-feira (4), as regras do Desenrola 2.0, nova etapa do programa voltado à renegociação de dívidas de brasileiros. A medida foi oficializada por meio de uma Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tem como foco principal pessoas com renda de até cinco salários mínimos.
A iniciativa busca reduzir o endividamento no país, oferecendo condições mais acessíveis para quem está com dívidas em atraso, especialmente no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
O Desenrola 2.0 traz uma série de benefícios para estimular a quitação das dívidas. Entre as principais condições estão:
- Descontos entre 30% e 90% sobre o valor total da dívida;
- Taxa de juros máxima de 1,99% ao mês;
- Parcelamento em até 48 meses;
- Prazo de até 35 dias para o pagamento da primeira parcela;
- Limite de até R$ 15 mil por pessoa em cada instituição financeira;
- Garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).
Além disso, dívidas de até R$ 100 serão perdoadas automaticamente pelos bancos, e 1% do valor renegociado será destinado à educação financeira, como forma de incentivar o uso consciente do crédito.
O programa é direcionado a brasileiros que atendam aos seguintes critérios:
- Renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105);
- Dívidas contraídas até 31 de janeiro de 2026;
- Débitos com atraso entre 90 dias e dois anos;
- Dívidas relacionadas a cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos pessoais (CDC).
A adesão deve ser feita por meio dos canais oficiais das instituições financeiras.
Uma das novidades desta edição é a restrição ao acesso a plataformas de apostas online, conhecidas como “bets”. Segundo o Ministério da Fazenda, quem aderir ao programa ficará impedido de utilizar esses serviços por um período de um ano.
De acordo com o ministro Dario Durigan, a medida tem como objetivo evitar que pessoas endividadas agravem ainda mais sua situação financeira.
O Desenrola 2.0 surge como uma estratégia do governo para diminuir a inadimplência e ampliar o acesso ao crédito no país. A proposta também busca promover maior educação financeira e incentivar hábitos mais responsáveis no uso do dinheiro.





