O trabalho por conta própria sem registro formal foi a principal forma de ocupação no Piauí no primeiro trimestre de 2026. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 305 mil piauienses estão nessa condição, o que representa 22,8% da população ocupada no estado.
O grupo inclui profissionais autônomos como pedreiros, eletricistas, manicures, boleiras, motoristas de aplicativo e entregadores.
O percentual registrado no Piauí ficou acima da média nacional. Em todo o Brasil, os trabalhadores por conta própria representam 18,3% dos ocupados. Já no Nordeste, a média é de 23,3%.
Emprego com carteira assinada aparece em segundo
Diferente do cenário nacional, o emprego com carteira assinada no setor privado aparece como a segunda principal forma de ocupação no Piauí. Ao todo, 291 mil pessoas trabalham com registro formal, o equivalente a 21,7% dos ocupados no estado.
No Brasil, os trabalhadores com carteira assinada representam 38,6% da população ocupada. No Nordeste, o índice é de 28%.
Divisão do mercado de trabalho no Piauí
A pesquisa também detalha como está dividido o mercado de trabalho no estado:
- Setor público: 19,4%
- Setor privado sem carteira assinada: 18,8%
- Trabalho doméstico: 6,0%
- Conta própria com CNPJ: 4,7%
- Empregadores: 4,3%
- Trabalho familiar auxiliar: 2,1%
Taxa de desemprego sobe para 8,9%
Apesar do crescimento do trabalho por conta própria, a taxa de desemprego no Piauí subiu para 8,9% no primeiro trimestre de 2026. O aumento foi de 0,9 ponto percentual em relação ao fim de 2025.
Segundo o levantamento, a alta é considerada sazonal, influenciada principalmente pelo encerramento de contratos temporários ligados ao período de fim de ano.
Mesmo assim, este foi o menor índice de desemprego registrado para um primeiro trimestre desde 2015. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando a taxa era de 10,2%, houve queda de 1,3 ponto percentual.
Trabalho doméstico informal registra queda
Os dados da PNAD Contínua também apontam redução no trabalho doméstico informal no estado. Entre o primeiro trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026, o número de trabalhadores domésticos sem carteira assinada caiu quase 25%.
Em números absolutos, o total passou de 92 mil para 69 mil pessoas. Com isso, a participação desse grupo entre os ocupados caiu de 7% para 5,1%.
Já o número de trabalhadores domésticos com carteira assinada teve crescimento discreto, passando de 10 mil para 11 mil pessoas no período.
De acordo com o IBGE, parte das pessoas que deixou o trabalho doméstico informal migrou para outras ocupações, passou a procurar emprego ou saiu do mercado de trabalho.
No restante do país, o cenário foi diferente. Segundo a pesquisa, o número de trabalhadores domésticos, com e sem carteira assinada, permaneceu praticamente estável no último ano.
Informações: IBGE
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