O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (18) que todos os bebês e crianças entre 16 e 30 meses deverão passar por triagem de autismo durante as consultas no Sistema Único de Saúde (SUS).
A medida inclui a aplicação do teste M-Chat, questionário usado para identificar sinais precoces do Transtorno do Espectro Autista (TEA), que passará a integrar a rotina da atenção primária.
“As medidas são para fortalecer a atenção primária e reforçar a observação, orientar os profissionais de saúde para adoção desses métodos de rastreamento”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Linha de cuidado para o TEA
De acordo com a pasta, a iniciativa faz parte da nova linha de cuidado para o TEA, que busca ampliar o diagnóstico precoce, antecipar estímulos e oferecer mais apoio às famílias.
“A atuação precoce é fundamental para autonomia e interação social futura”, destacou o ministério em nota oficial.
Sobre o teste M-Chat
Atualmente, existem cerca de 30 instrumentos de triagem disponíveis para identificar sinais de autismo. O mais utilizado é o M-Chat (Modified Checklist for Autism in Toddlers), recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria desde 2017.
O questionário reúne 23 perguntas simples, respondidas por pais ou responsáveis. Por ser autoaplicável, é considerado de fácil uso e apresenta alta capacidade de indicar com precisão casos que necessitam de avaliação mais detalhada.
Registro e acompanhamento
Segundo o Ministério da Saúde, os resultados da triagem passarão a ser registrados na Caderneta de Saúde da Criança, que já conta com versão digital. Dessa forma, pais, responsáveis e profissionais poderão acompanhar o desenvolvimento infantil de forma mais organizada, facilitando o encaminhamento para especialistas sempre que houver sinais de risco.
Prevalência do TEA
As estimativas mais recentes apontam que 1% da população brasileira vive com TEA.











