O estado do Piauí será um dos primeiros do país a receber um novo sistema de monitoramento voltado à proteção de mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa, desenvolvida pelo Ministério da Justiça, faz parte do projeto-piloto chamado “Alerta Mulher Segura”, que também será implantado inicialmente na Paraíba e no Rio Grande do Norte, com previsão de início já no mês de abril.
A proposta utiliza tecnologia para reforçar medidas protetivas já existentes. No novo modelo, o agressor passa a usar tornozeleira eletrônica, enquanto a vítima recebe um relógio digital conectado ao sistema. A partir dessa integração, é possível acompanhar em tempo real a distância entre os dois. Caso o agressor se aproxime do limite definido pela Justiça, um alerta é disparado automaticamente, ao mesmo tempo, para a vítima, para a central de monitoramento e para a equipe policial mais próxima.
Diferente de ferramentas como aplicativos ou botões de emergência, o sistema funciona de forma preventiva e automática, sem a necessidade de acionamento pela vítima em momentos de risco. A expectativa do governo federal é distribuir cerca de 5 mil dispositivos nesta fase inicial, priorizando casos considerados de maior gravidade.
A medida surge em um cenário de preocupação com o aumento dos casos de violência contra a mulher no Brasil. Nesse contexto, o uso de tecnologias de monitoramento é visto como uma estratégia para garantir respostas mais rápidas das forças de segurança e, principalmente, evitar que situações de ameaça evoluam para agressões mais graves ou feminicídio.
No Piauí, o novo sistema deve atuar de forma complementar a políticas já existentes, como as ações de acompanhamento de mulheres com medidas protetivas, ampliando a rede de proteção e reforçando a prevenção. A expectativa é de que, com a implementação do “Alerta Mulher Segura”, o estado avance no combate à violência doméstica e ofereça mais segurança às vítimas.









