O Piauí registrou, em 2025, a menor taxa de analfabetismo desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Educação, iniciada em 2016. Apesar do avanço, o estado ainda possui o segundo maior índice de analfabetismo do Brasil entre a população com 15 anos ou mais.
De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo no estado caiu de 13,8% em 2024 para 13,1% em 2025, uma redução de 0,7 ponto percentual e o menor percentual registrado desde o início da série histórica.
Mesmo com a queda, o Piauí permanece atrás apenas de Alagoas, que apresentou taxa de 14,3%. Na sequência aparecem Paraíba (11,8%), Maranhão (11,4%) e Ceará (10,3%). Em âmbito nacional, a taxa de analfabetismo foi de 4,9%, também a menor já registrada pela pesquisa.
Os dados mostram ainda que o analfabetismo permanece concentrado principalmente entre a população idosa. As maiores taxas são observadas entre pessoas com 60 anos ou mais, refletindo as dificuldades de acesso à educação enfrentadas por gerações anteriores.
Segundo o IBGE, a redução gradual do indicador acompanha o aumento da escolarização no estado ao longo dos últimos anos. No entanto, o Piauí ainda enfrenta desafios para reduzir as desigualdades educacionais e aproximar seus indicadores da média nacional.
A PNAD Contínua considera analfabeta a pessoa de 15 anos ou mais que declara não saber ler nem escrever um bilhete simples em qualquer idioma. O levantamento é utilizado como referência para acompanhar a evolução da alfabetização no país e subsidiar políticas públicas voltadas à educação de jovens e adultos.






