Pular para o conteúdo
União – PI --° Carregando previsão
Banner Clique 11  anos
Bolsa-Aluno

Programa estadual pode pagar auxílio a estudantes inscritos no CadÚnico

Projeto sugere apoio financeiro para manter alunos na escola no Piauí

Por Redação Publicado em

Um Indicativo de Projeto de Lei apresentado na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) propõe a criação do Programa Bolsa-Aluno, iniciativa estadual que prevê o pagamento de auxílio financeiro mensal a estudantes da rede pública em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A proposta é semelhante ao programa Pé-de-Meia, do Governo Federal, mas com uma diferença importante: inclui também alunos do ensino fundamental.

O indicativo é de autoria do deputado estadual Aldo Gil (Progressistas). De acordo com o texto, o valor da Bolsa-Aluno será definido pelo Poder Executivo, conforme a disponibilidade orçamentária do Estado, garantindo condições mínimas para que os estudantes permaneçam na escola.

O principal objetivo do programa é reduzir a evasão escolar, incentivar a permanência e melhorar o rendimento dos alunos, além de oferecer apoio às famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza no Piauí.

Publicidade
Banner 5 União Calçados

Para ter direito ao benefício, o estudante deverá:

  • Estar matriculado na rede pública estadual, no ensino fundamental ou médio;
  • Comprovar situação de vulnerabilidade por meio de inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico);
  • Manter frequência escolar mínima de 85%;
  • Estar em dia com as avaliações e demais critérios que ainda serão definidos pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

Segundo Aldo Gil, a proposta busca enfrentar uma realidade preocupante no estado. “Milhares de jovens e adolescentes abandonam os estudos para trabalhar informalmente e contribuir com a renda familiar. Em outros casos, a falta de transporte, alimentação adequada ou condições mínimas em casa para estudo inviabiliza a permanência na escola”, afirmou o parlamentar.

O Indicativo de Projeto de Lei ainda será analisado pelas comissões técnicas da Alepi. Se aprovado em plenário, será encaminhado ao governador Rafael Fonteles (PT), que poderá acatar a sugestão e transformá-la em Projeto de Lei do Executivo ou devolvê-la ao Legislativo. Esse procedimento ocorre porque indicativos não podem criar despesas diretamente, funcionando como uma sugestão formal ao Executivo, responsável por projetos que geram impacto orçamentário.

Informações: Portal O Dia

Adaptação: Redação Clique União

Leia também