A Justiça condenou o ex-secretário municipal de Educação da cidade de União, Marcone Martins, e uma empresária em um processo instaurado a partir da apreensão, pela Polícia Militar, de R$ 379 mil em espécie, no dia 1º de maio de 2020, em uma caminhonete da Prefeitura de União na gestão do prefeito Paulo Henrique.
Segundo reportagem do Portal GP1, o ex-secretário foi condenado a quase nove anos de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, envolvendo o desvio de recursos do FUNDEB através de dois contratos fraudulentos que somaram R$ 1.126.280,00 destinados ao fornecimento de livros didáticos. Junto com ele, também foi condenada a empresária Rosalba Maria Costa Oliveira, proprietária da empresa RC Educacional. Ambos os condenados poderão recorrer em liberdade, pois responderam ao processo sem prisão preventiva. A execução da pena só começa depois que não couber mais recurso.
Neste mesmo caso, o juiz Gustavo André absolveu cinco dos oito réus inicialmente acusados: Juniel Amorim Silva, Rosineide Capuchu Gomes Leite, Frankilandy Medeiros Moita, José Antônio Cantuária Monteiro Rosa Filho e Yuri Alisson Cavalcante Ribeiro.
Os contratos foram celebrados mediante procedimentos de dispensa de licitação considerados ilegais pela Justiça Federal. As movimentações bancárias suspeitas, documentos fiscais fraudulentos e tentativas de dissimular o destino final dos recursos públicos caracterizaram o crime de lavagem de dinheiro.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa dos acusados.
Relembre o caso
Na madrugada do dia 1º de maio de 2020, a Polícia Militar atuava procurava por bandidos que tentaram arrombar o banco do Brasil de União quando abordaram uma caminhonete na estrada de Lagoa Alegre. No veículo, alugado pela Prefeitura de União, estavam dois funcionários da Prefeitura transportando cerca de trezentos e setenta e nove mil reais em espécie.
No dia 12 de maio do mesmo ano, cinco pessoas foram presas, incluindo o então secretário de educação da cidade de União, Marcone Martins, além de empresários, agentes públicos municipais, e um vereador da cidade, durante a Operação Delivery, da Polícia Federal.






