União soma 80 óbitos

Há cinco anos, era confirmado primeiro caso de Covid-19 no Brasil

Em 2025, o Piauí já registrou oito mortes por conta do vírus…

Reportagem Clique União

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Há cinco anos, em 26 de fevereiro de 2020, foi confirmado o primeiro caso de covid-19 no Brasil: um homem de 61 anos, que havia viajado para a Itália e estava em atendimento desde o dia 24 no Hospital Israelita Albert Einstein. Ele sobreviveu. 

Em São Paulo, a equipe do Einstein já estava se preparando há alguns dias, assim como as equipes de outros grandes hospitais do país. Àquela altura dos acontecimentos no Brasil, todos os serviços de saúde e toda a sociedade já estavam esperando o primeiro caso aparecer. Qualquer paciente que chegava ao serviço de emergência com sintomas de síndrome gripal era automaticamente colocado sob suspeita de covid-19.

No caso do primeiro paciente com sintomas da doença, especificamente por ter vindo de uma região que, naquele momento, estava em franca epidemia, que era o norte da Itália, a suspeita foi muito forte. “Por isso, os clínicos que o atenderam no pronto-socorro suspeitaram da síndrome e foi solicitado o PCR para a identificação específica do vírus SARS/Cov-2, que à época só nosso laboratório era capaz de fazer”, conta Cristóvão Mangueira, diretor-médico do Laboratório Clínico do Einstein.

Segundo Mangueira, a equipe responsável pelo diagnóstico estava em preparação desde os primeiros casos, em dezembro de 2019, e era liderada na época pelo médico João Renato Rebello Pinho, patologista clínico, e pela bióloga Rúbia Santana, pesquisadora com doutorado em virologia.

“Naquele momento, não existiam testes comerciais para a detecção do vírus da covid-19, então o único serviço que havia era o do Einstein. Desenvolvemos um teste dentro do laboratório, especificamente para o diagnóstico desse vírus. Isso foi feito com base em técnica desenvolvida na Alemanha, o chamado protocolo Charité. Os alemães já tinham sequenciado o vírus e descrito o método de PCR e, com essas informações, montamos o nosso teste”, lembra.

A divulgação posterior foi feita após serem afastadas outras possibilidades. O caso foi notificado pela instituição às autoridades sanitárias no dia 25 de fevereiro, uma terça-feira de carnaval, com a folia lotando as ruas das principais capitais.

Dos primeiros casos às primeiras ondas

Os primeiros casos da doença foram registrados ainda em dezembro, na China, quando o governo avisou à Organização Mundial da Saúde (OMS) que havia uma síndrome gripal nova, não identificada, com explosão de casos na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei. Não havia detalhes sobre como era transmitida ou de onde havia surgido: a resposta à primeira dúvida veio em março, quando a doença foi classificada como pandemia pela OMS, enquanto a segunda ainda não está de todo esclarecida, embora a hipótese mais aceita é de que tenha se originado de contaminação entre espécimes exóticos no mercado central da cidade de Wuhan.

A quarentena em Wuhan foi decretada em 23 de janeiro. Cerca de cinco horas antes, durante a madrugada, foi anunciada ao exterior em redes sociais do governo chinês, inclusive em inglês, e restringia a  circulação de quem entrava e saía da cidade. No Brasil, a informação demorou ao menos dois dias para circular, ainda com olhar cético, e coincidiu com a proibição chinesa de viagens no feriado do ano novo chinês, historicamente a semana de maior circulação interna no país.

No Brasil, além do paciente atendido no Einstein, outros casos eram investigados: “Até esta quarta-feira (26), 20 casos suspeitos de infecção pelo coronavírus são monitorados pelo Ministério da Saúde em sete estados do país (PB, PE, ES, MG, RJ, SP e SC). Nesta quarta-feira (26), o Brasil registrou o primeiro caso de coronavírus, em São Paulo. Ao todo, 59 casos suspeitos já haviam sido descartados após exames laboratoriais apresentarem resultados negativos para o coronavírus”, explicava um release do dia 26/02/2020, do Ministério da Saúde.

O então ministro Mandetta não descartou a necessidade de ações de vigilância, mas recuou quando os estados começaram a discutir as medidas de distanciamento. O Distrito Federal adotou as primeiras medidas em 11 de março, seguido nas semanas seguintes pelos principais estados.

A escalada de casos e mortes e a demora de decretos federais de restrição de circulação foram decisivos para a interiorização dos casos que levaram a cerca de 700 mil mortes no país, durante o governo Jair Bolsonaro. Segundo estudo de 2022, de Thalyta Martins e Raphael Guimarães, “a pandemia de covid-19 desvelou no Brasil uma crise do Estado federativo. O contexto de instabilidade política, que vinha desde 2015, se tornou ainda mais caótico mediante a gestão ineficiente e pouco articulada da União na condução da crise sanitária, em que predominaram entraves de articulação intergovernamental, indefinição e sobreposição de atribuições e funções, barreiras na integração e execução de ações em tempo oportuno, protagonismo de alguns governos e negligência de outros, veiculação de informações contraditórias e com pouca transparência”.

COVID-19 NO PIAUÍ, EM 2025

O Piauí já registrou, em 2025, oito mortes por Covid-19. De acordo com o painel epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi), duas mortes ocorreram no mês de janeiro e as outras seis foram registradas neste mês de fevereiro. Os óbitos ocorreram nas cidades de Teresina (3), Boa Hora (1), São Miguel do Tapuio (1), Barras (1), Cabeceira do Piauí (1) e Betânia do Piauí (1).

Quanto aos casos confirmados em 2025, o Piauí já chega a marca de 430 casos. Ano passado, o número de casos registrados foram 3.971.

Ao todo, desde o início da disseminação do Coronavírus, 8.456 pessoas morreram no Piauí em decorrência da Covid-19. De 2020 para 2024, o número de casos e mortes vem caindo no estado, mas ainda é exigido os cuidados para evitar ondas de disseminação da doença.

EM LAGOA ALEGRE- 15 ÓBITOS

EM MIGUEL ALVES- 41 ÓBITOS

EM TERESINA- 3055 ÓBITOS

EM UNIÃO – 80 ÓBITOS

A COVID EM UNIÃO-PI, EM 2025

No mês passado, em janeiro, noticiamos que União continua registrando casos leves de COVID-19; Secretaria de Saúde reforça medidas preventivas. Alguns pacientes que apresentaram sintomas gripais testaram positivo para a doença, embora não haja registro de casos graves.

Em uma postagem nas redes sociais, a secretária municipal de Saúde, Elaine Melo, destacou que é comum, neste período do ano, o aumento de casos de sintomas gripais e ressaltou a importância de realizar os testes de COVID-19. Os testes rápidos podem ser feitos em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município durante a semana e, aos finais de semana, na UBS Zezinho Sampaio, localizada no bairro São Sebastião.

Informações: Secretaria de Saúde de União / Sesapi / Agência Brasil 

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