A hanseníase, doença infecciosa crônica que ainda persiste em várias regiões do Piauí, tem se mostrado um desafio constante para o sistema público de saúde nos municípios de União e Miguel Alves. Mesmo com os avanços no diagnóstico e tratamento, o número de casos registrados demonstra que a atenção básica ainda precisa reforçar o acompanhamento e as ações de prevenção.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, a hanseníase é considerada de notificação compulsória e requer acompanhamento contínuo, tanto durante quanto após o tratamento. Em cidades com histórico endêmico, como União e Miguel Alves, o controle da doença depende diretamente da organização da linha de cuidado, da identificação precoce dos sintomas e do suporte oferecido pelas equipes de saúde da família.
Recentemente, o Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de União, expediu uma recomendação orientando a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da hanseníase no município. A medida visa alinhar o atendimento local às diretrizes nacionais e garantir que os pacientes tenham acesso a diagnóstico e tratamento adequados, fortalecendo a rede municipal de atenção à saúde.
A hanseníase tem cura, e o tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O diagnóstico precoce é essencial para evitar sequelas e interromper a cadeia de transmissão. A população deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima ao perceber manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas na pele, com perda de sensibilidade ao calor, à dor ou ao tato.
Com a atualização do protocolo clínico e o reforço das ações educativas, espera-se que União consiga melhorar a detecção e o acompanhamento dos casos de hanseníase. Segundo o MPPI, a medida pode contribuir para a redução dos índices da doença e para um atendimento mais completo e humano aos pacientes.











