O Piauí contabilizou cerca de 2 mil casos de picadas de escorpião ao longo de 2025, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi). Os registros reforçam o alerta para a população, inclusive em municípios como União e Miguel Alves, onde esse tipo de acidente também pode ocorrer, principalmente em períodos mais quentes e chuvosos.
Na capital, o Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela, em Teresina, é a principal referência no atendimento a vítimas de acidentes com animais peçonhentos. A unidade funciona 24 horas por dia, com porta aberta, e recebe pacientes encaminhados de várias regiões do estado.
Segundo a Sesapi, o hospital dispõe de soro antiveneno, medicamentos específicos e equipe médica capacitada para avaliar cada caso, inclusive a necessidade de aplicação do soro heterólogo, utilizado nos quadros mais graves. Além de escorpiões, o instituto atende ocorrências envolvendo serpentes, aranhas e outros animais peçonhentos.
Especialistas alertam que, em caso de picada de escorpião, a orientação é lavar o local com água e sabão e procurar atendimento médico imediato, evitando qualquer tipo de método caseiro ou corte no ferimento, práticas que podem agravar o quadro.
Os acidentes com animais peçonhentos são mais comuns em áreas com acúmulo de entulho, lixo, terrenos baldios e regiões próximas à vegetação, realidade presente também em cidades do interior, como União. Por isso, autoridades de saúde reforçam a importância da prevenção e da busca rápida por atendimento especializado diante de qualquer suspeita de envenenamento.








