O Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), publicou um novo edital do Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde (AgPopSUS). No Piauí, o programa contará com 20 turmas, sendo 14 destinadas a movimentos sociais populares de abrangência nacional e seis voltadas a movimentos de abrangência local.
A chamada pública segue aberta até o dia 18 de janeiro e tem como objetivo selecionar movimentos sociais populares para a formação de agentes que atuarão diretamente nas comunidades, fortalecendo a participação popular e a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).
O edital prevê o pagamento de bolsa mensal de R$ 2,5 mil para educadores e de R$ 560 para educandos, como incentivo para custear deslocamento e outras despesas necessárias à permanência no curso. Cada turma será formada por um educador e 20 educandos, o que pode beneficiar milhares de pessoas em todo o país.
Segundo o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, a iniciativa reforça o papel da participação popular na construção do SUS, ao reconhecer e valorizar os saberes tradicionais e as práticas populares de cuidado em saúde.
Já a diretora de Atenção Integral à Saúde da AgSUS, Luciana Maciel, destacou que a formação qualifica a atuação comunitária e contribui para a promoção da saúde, dos direitos sociais e da equidade no sistema público de saúde.
Para esclarecer dúvidas dos movimentos interessados, a AgSUS realizará uma sessão pública virtual no dia 9 de janeiro, no canal institucional da entidade no YouTube.
Formação e critérios
A distribuição das turmas leva em consideração critérios de equidade, priorizando regiões com maior concentração de pobreza e população em situação de vulnerabilidade social. O Piauí está entre os 17 estados e o Distrito Federal contemplados pelo programa.
Sobre o AgPopSUS
O Programa AgPopSUS busca fortalecer a atuação dos movimentos sociais populares na defesa do direito à saúde, ampliando o protagonismo comunitário e a articulação entre saberes tradicionais e políticas públicas. A iniciativa tem origem na experiência de atuação de lideranças comunitárias durante a pandemia de covid-19, quando agentes populares desempenharam papel fundamental na proteção dos territórios.








