A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias da morte de Marcos Aurélio Nascimento Cunha, de 6 anos, atingido por um disparo de espingarda bate-bucha na tarde de segunda-feira (31), na localidade Buritirana, zona rural de Miguel Alves, às margens da PI-112, no limite com o município de União.
Segundo a família, o disparo foi acidental. A criança teria encontrado a arma dentro de um quarto da residência de uma tia e a manuseado, momento em que ocorreu o disparo.
De acordo com o delegado Paulo Nogueira, titular da Delegacia de Polícia Civil de Miguel Alves, a investigação vai apurar as circunstâncias do caso e possíveis responsabilidades relacionadas à guarda da arma.
“Quem tem arma tem o dever de cuidar bem, de guardar e evitar que ela possa cair nas mãos de uma criança ou adolescente”, explicou o delegado.
Ainda segundo Paulo Nogueira, a Polícia Civil vai analisar se, além da falta de cautela na guarda da arma, o caso pode configurar homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas a morte ocorre em razão de negligência ou descuido.
Conforme o delegado, a espingarda teria sido encontrada no chão, coberta por roupas, em um quarto aberto, sem portas e janelas. A polícia também vai considerar a presença de crianças no local para avaliar eventual responsabilidade.
Como aconteceu
Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, uma equipe da 2ª Companhia do 26º BPM foi acionada pelo Hospital Pedro Vasconcelos por volta das 17h40 de segunda-feira (31), após a criança dar entrada na unidade já sem vida.
Familiares relataram que Marcos Aurélio estava na casa de uma tia, que não estava no imóvel no momento do ocorrido. A espingarda pertencia ao marido dela, que também estava ausente.
Ainda conforme os relatos, o menino entrou em um dos quartos e encontrou a arma escondida sob algumas roupas. Ao manuseá-la, ocorreu o disparo.
Uma prima ouviu o estampido e entrou no cômodo, encontrando a criança ferida. Marcos Aurélio foi socorrido e levado ao Hospital de Miguel Alves, mas já chegou à unidade sem sinais vitais.
A Polícia informou inicialmente que o disparo atingiu o braço direito da criança. Segundo o delegado, porém, os chumbos atravessaram o membro e atingiram a região pulmonar e outros órgãos vitais.
“O ferimento maior é no braço, mas percebemos que pelo menos três ou quatro chumbos atingiram a região do pulmão”, afirmou Paulo Nogueira.
A Polícia Civil ainda aguarda o laudo pericial, que deverá auxiliar na conclusão da investigação.
Depoimentos
Familiares que deveriam prestar depoimento ainda não compareceram à delegacia em razão do sepultamento da criança. Segundo o delegado, caso eles não compareçam nos próximos dias, serão intimados para prestar esclarecimentos.
Informações: Portal Clube News e Redação Clique União /Edição: Clique União











