O salário mínimo, atualmente em R$ 1.518, deve passar por uma nova atualização em janeiro de 2026. Pelas regras de reajuste vigentes, o valor será corrigido com base na soma de dois fatores: a variação do INPC acumulado até novembro e o crescimento da economia registrado dois anos antes.
Como funciona o cálculo
A política de valorização do salário mínimo prevê que o reajuste seja composto por:
- Correção pela inflação medida até novembro, que refletirá a manutenção do poder de compra do trabalhador;
- Variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Para 2026, entra a expansão de 3,4% registrada em 2024, conforme revisão divulgada pelo IBGE no dia 4.
Entretanto, o arcabouço fiscal estabelece um limite para o ganho real do salário mínimo, que deve ficar entre 0,6% e 2,5%. Com essa trava, o valor projetado para 2026 é de R$ 1.620,99, que, arredondado conforme determina a lei, chega a R$ 1.621.
Impacto no orçamento público
A atualização do salário mínimo repercute diretamente nas contas federais, já que diversos benefícios utilizam o valor como referência — entre eles, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade.
Com o novo cálculo, o governo deverá revisar projeções orçamentárias para o próximo ano. O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovado pelo Congresso previa um valor um pouco maior, de R$ 1.627, o que representaria um reajuste de 7,18%.
O que muda para o trabalhador
Se confirmado, o novo salário mínimo de R$ 1.621 representa um aumento total de R$ 103 em relação ao valor atual. O impacto é sentido diretamente no rendimento de trabalhadores formais, empregadas domésticas, beneficiários do INSS que recebem o piso e pessoas atendidas pelos programas sociais vinculados ao mínimo.








