A Polícia Militar divulgou o balanço de ocorrências atendidas em julho nas cidades de União e Miguel Alves, sob responsabilidade do 26º BPM. O dado mais expressivo é o número de casos de violência doméstica, que lideram o relatório com 10 registros: um reflexo preocupante da realidade vivida por muitas mulheres na região.
Ainda segundo o levantamento, foram registradas 2 tentativas de homicídio, 4 furtos, 3 acidentes de trânsito, 2 ocorrências ligadas a drogas, 2 veículos recuperados e 1 crime ambiental. Segundo o Batalhão, “a atuação da PM, sob o comando do coronel Marcos Lima, tem se intensificado com prisões em flagrantes e patrulhamento ostensivo”.
Os números apontam que, embora haja uma diversidade de crimes enfrentados diariamente pelas forças de segurança, a violência doméstica continua sendo o tipo de ocorrência mais comum, superando crimes patrimoniais, de trânsito e até mesmo contra a vida.
Casos que reforçam o alerta
As estatísticas se materializam em histórias reais. Durante o mês de julho, o portal Clique União acompanhou diversos episódios que mostram a gravidade da situação.
No dia 18 de julho, uma mulher grávida foi agredida com tapas e socos pelo ex-companheiro, no bairro São Pedro. No dia 20, outro caso mobilizou a PM: um homem em surto ameaçava a companheira e, mesmo algemado, tentou atear fogo dentro da viatura policial.
Nos dias seguintes, outros registros chamaram atenção: uma mãe denunciando o próprio filho, mesmo com medida protetiva; uma mulher vítima de agressões por parte da filha; e um homem preso após ameaçar a ex-companheira com uma faca no bairro São Francisco.
Novo mês, mesma realidade
No dia 1º de agosto, já fora do período analisado pela PM, outro caso de violência doméstica voltou a ocorrer. Uma mulher foi agredida pelo ex-companheiro no Conjunto Esperança. O suspeito fugiu, mas foi localizado e detido pela equipe do 26º BPM, sendo levado à Central de Flagrantes em Teresina.
O episódio reacende o debate em um mês simbólico: Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização sobre a violência contra a mulher. Criada em alusão à sanção da Lei Maria da Penha, a mobilização busca estimular denúncias, ampliar o apoio às vítimas e fortalecer redes de proteção.
Denunciar é romper o ciclo
Apesar do trabalho da PM na contenção dos casos, especialistas alertam que os dados oficiais podem representar apenas uma parte da realidade. Muitas vítimas ainda não denunciam, seja por medo, dependência emocional ou falta de informação.
Em União, os registros atendidos pela PM já indicam um cenário alarmante. A sociedade precisa estar atenta aos sinais e aos canais de denúncia disponíveis:
📞 Polícia Militar: 190
📞 Central de Atendimento à Mulher: 180
📞 Ouvidoria da Secretaria da Mulher (PI): (86) 9 9432-6900
📞 “Ei, mermã! Não se cale!” (emergencial PI): 0800-000-1673












