Depois da repercussão do manifesto assinado por artistas, produtores e agentes culturais do Piauí, tema abordado pelo Clique Cultura na segunda-feira, outro importante nome da cena artística piauiense se pronunciou sobre a proposta. O dramaturgo, escritor e produtor cultural Aci Campelo, considerado uma das maiores referências das artes cênicas do estado, declarou apoio à iniciativa, mas destacou que o objetivo não é simplesmente extinguir o Conselho Estadual de Cultura, e sim reformular sua estrutura.
“Apoio a reformulação do Conselho conforme o Sistema Nacional de Cultura. Não queremos extinção; queremos a extinção da forma como se compõe esse Conselho que existe hoje”, afirmou.
Para Aci, o problema central é que o modelo atual não corresponde mais às necessidades da gestão cultural contemporânea. Ele explica que a composição do Conselho ainda não é paritária; o que significa que o número de representantes do Estado e da sociedade civil não é equilibrado. Além disso, ele ressalta que o órgão “não é fiscalizador, não é deliberativo e funciona apenas como consultivo”, o que limita o impacto das propostas apresentadas pelos fazedores de cultura.
“O modelo atual é ultrapassado. Sendo apenas consultivo, não garante que propostas de políticas culturais sejam implementadas”, pontua o dramaturgo.
Aci Campelo defende que um novo Conselho de Política Cultural do Piauí deve seguir o modelo do Sistema Nacional de Cultura, com participação paritária, caráter deliberativo e atuação fiscalizadora, garantindo que as decisões passem, de fato, pelas mãos dos trabalhadores da cultura.











